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Sweatshop e 4 coisas que podemos fazer para continuar amando a moda sem colaborar com trabalho escravo

Não é de hoje que ouvimos falar sobre as condições de trabalho sub-humanas dos operários de fábricas têxteis. Nesta semana a série SweatShop (você pode assisti-la completa neste link) ganhou grande repercussão na mídia brasileira e o assunto voltou à tona. A série mostra, em cinco episódios,  a reação de três blogueiros noruegueses que foram convidados a viver  a rotina dos trabalhadores de uma facção na Camboja. Não demora muito para percebermos que, o que parece um trabalho comum, na verdade esconde salários ínfimos e péssima infraestrutura. Apesar de existirem muitos problemas políticos embasando essa situação, também é possível pensar em maneiras de não colaborar com ela através do consumo.

Dhyogo Oliveira tem uma série em seu blog, Sem Geração, direcionada a debater sobre o lado obscuro da moda. Os posts da categoria intitulada #OLadoPodreDaModa, tendem a falar sobre situações de trabalho escravo, danos ao meio ambiente e todos os malefícios que advém da industria fashion. E, nós do Dujour, batemos um papo com ele a fim de pensar em algumas coisas que podemos fazer para não colaborar com o trabalho escravo.

01. Pesquisar o processo de confecção das marcas que você consome

Com acesso a tanta informação não é dificil procurar saber sobre o processo de confecção das marcas que você consome. Vale a pena olhar na etiqueta aonde aquela peça está sendo produzida e pesquisar no Google sobre as condições de trabalho do local em questão. Alguma roupa que seja confeccionada em Bangladesh, por exemplo, podia estar vindo de uma fábrica com condições semelhantes a essa que, só depois da tragédia, levou as marcas a assinarem um novo acordo de segurança.

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“É complicado deixar de comprar em fast fashion, por exemplo (que é onde também rola trabalho escravo), mas consumir consciente já é primeiro passo.” declarou Dhyogo.

Uma maneira ainda mais fácil de se manter atualizado sobre o assunto é através do aplicativo Moda Livre. Lá você encontra a avaliação de algumas grandes marcas com relação a transparência da procedência de seus produtos. Vale a pena manter em seu celular para uma consulta rápida no shopping

02. Avaliar se a peça vale o que está sendo cobrada

O meu critério principal na hora de comprar é não pagar caro para o que não vale (marca, material, processo produtivo)…”

Depois de pesquisar sobre os métodos de confecção é a hora de pensar se vale a pena pagar o preço que está sendo cobrado naquela peça. A peça que você está prestes a comprar é fruto de um bom processo de criação ou é apenas mais uma cópia com a etiqueta alterada? Pense bem como foi o processo para nascer aquele modelo, se tem muitos recortes e detalhes deve ter precisado de bastante testes e provavelmente foi um processo de criação mais trabalhoso.

Outra maneira de analisar o preço é pelo material usado na peça. Sendo um modelo básico é comum estipular o seu valor como sendo 3 a 4 vezes o custo do material. Pesquise o preço do metro do tecido do qual ele é feito e analise se a compra vale a pena.

03. Evitar ao máximo fazer compras excessivas por impulso.

Outro grande fator que estimula as marcas a buscarem por fábricas com mão de obra escrava é que a moda está se tornando cada vez mais rápida e descartável. Com isso os consumidores estão ansiando por um mercado mais barato e as marcas precisando acompanhar esse fluxo.

É um processo cíclico: as pessoas só tem a necessidade de consumo excessivo porque o mercado diz isso pra gente e lança desenfreadamente. E o mercado só lança desenfreadamente porque a gente compra.

Analisar o motivo da compra é bem importante. Você está comprando porque realmente se identificou e quer ter aquela roupa ou por algum outro motivo banal? Quantas vezes você pretende usa-la? Ela tem a ver com o seu estilo? Quantidade não quer dizer qualidade.

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04. Espalhar a ideia

Dhyogo ressaltou que o grande segredo é espalhar a ideia. “Eu também tento conscientizar as pessoas. Acho que é aí o grande mistério porque muita gente sabe, é consciente, mas don’t care.”

Não adianta saber, se informar e não se importar. Quanto mais você conseguir ter esse tipo de conversa com os seus amigos mais as pessoas tendem a lembrar disso na hora da compra. E é de pouquinho em pouquinho que é possível fazer a diferença. Então não deixe de espalhar a ideia!

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Carol De Barba e as coisas que você deveria pensar quando for comprar e se vestir

A Carol De Barba tem um nome bem diferente mas, além do nome, foram os seus looks que nos chamaram a atenção. São looks reais, com possibilidades reais e cheias de estilo que valem a pena serem vistos para inspirar no dia a dia. Por que por mais que a gente adore ver looks incrivelmente elaborados, são as boas sacadas de styling possíveis que acabam realmente ajudando o nosso cotidiano. E foi conversando com a Carol que acabamos listando 4 coisas que você deveria pensar quando for comprar e se vestir.

01. O tecido faz toda a diferença

“Sempre fui de assaltar os armários da família. Uma das minhas avós e uma das minhas bisavós eram costureiras, tricoteiras, essas mulheres prendadas que fazem todas as coisas da casa e ainda cozinham bem, sabe? Elas que me ensinaram que o tecido é fundamental. Que quando a roupa é feita em um bom tecido e ele é tratado da forma adequada ela dura pra sempre.” 

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E além de aumentar a durabilidade da peça, a escolha do tecido pode influenciar tanto no detalhe do caimento quanto mudar toda a proposta da peça. “Se essa calça fosse de moletom, por exemplo, o look ficaria completamente diferente. mas ela é uma jogging de seda… outra história” conta sobre a calça usada no primeiro look, a esqueda. Os tecidos mais fluidos tendem a dar mais leveza e elegância, já os mais encorpados mais austeridade. Peças com algum brilho de seda ou metalizadas já sabemos que são mais voltadas para a noite mas você pode misturar com algo mais básico como uma camisa de malha e um tênis, por exemplo, que esse pode virar um interessante look para o dia.

E sobre o critério de escolha, Carol declaraEu acho que fibras naturais são sempre mais confortáveis, deixam a pele respirar. Camiseta, por exemplo, tem que ser 100% algodão. Adoro peças de seda! Embora seja muito cara, hoje em dia, com a tecnologia, já existem sedas sintéticas muito boas também. Acho que é fundamental sentir o tecido, nesses casos. Provar a peça e dar uma andadinha dentro da loja…”

 02. Acessórios podem ser os seus melhores amigos

Não tem jeito. Na hora da preguicinha de se arrumar ou da pressa, as peças únicas são a melhor alternativa e para atualizar o look a Carol abusa dos acessórios. “Amo peças únicas, tipo vestido, macacão e macaquinho e também são super versáteis porque o que vai diferenciar é o acessório.” O mesmo vestido com uma bota, uma rasterinha ou um salto já se transforma em três vestidos diferentes. E nesse caso vale investir tanto nos básicos para destacar os acessórios ou nos mais incrementados que falam por sí só.

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03. Misture as suas referências

Uma ótima maneira de diversificar os seus looks é buscando referências em lugares distintos. Tanto na internet – vá além dos sites de moda e busque referências nos sites de música e filmes por exemplo – quanto fora dela. “A música me influência bastante, também. Sou super fã de rock e de blues. Os blueseiros geralmente são super alinhados e os rockeiros mais rebeldes. Adoro brincar com esses contrastes.

Outra grande referência para o estilo da Carol é a arte. “Eu tenho muitas fases com as artes… Às vezes descubro coisas novas e fico obcecada, Mas dentre os que eu estou sempre de olho, tem Banksy e Os Gêmeos, no grafite. Basquiat e Pollock. Tem uma artista da minha cidade que eu amo de paixão, a Vivi Pasqual (tenho uma tattoo feita por ela)

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E quer saber como esses artistas influenciam a moda da Carol? “Acho que todos eles têm algumas coisas em comum… Acho que a arte deles pega muito pelo sentimento, tem sempre algo por trás, um olhar meio atravessado. Eles brincam com proporções, fazem a gente se esforçar pra gostar, sabe? Acho que eu gosto de moda assim, também. Estampas instigantes, proporções novas, acabamentos inusitados… Adoro quando a roupa esconde detalhes que a gente só descobre fuçando, olhando de pertinho

04. Considere mais o que você gosta e menos os costumes de onde você mora

Carol morou em Nova Iorque por 6 meses e quando voltou percebeu o seu estilo havia mudado. “Eu sou jornalista e estava estudando Design de Moda quando decidi passar essa temporada lá – em Nova Iorque –  para, justamente, estudar Moda. A minha cidade natal, Caxias do Sul, não é muito pequena, mas é mais conservadora. E acho que morar lá me libertou de vez de algumas influências dessa criação mais tradicional. Me deu coragem para ousar mais.” disse.

E essa não foi uma mudança pensada, mas lá ela encontrou outras referências que começou a implementar em seu estilo e foi um choque para as pessoas que a conheciam. Mas o que as pessoas em volta vão pensar não deve influenciar as suas preferências. “Logo que voltei, quando me arrumava pra balada, sempre recebia umas reprimendas do meu irmão. Era muito engraçado! Ele vinha me chamar a atenção super sério: “guria, tu não pode usar essa roupa pra sair aqui em Caxias, não!”. Eu me fazia de louca, claro.” 

E não é que a loucura da Carol deu super certo? Estamos cada dia mais apaixonados pelas produções dela! Se você também gostou e quer acompanhar os looks é só seguir e seu perfil no Dujour: @caroldebarba

 

De novo do desfile do Ronaldo Fraga na SPFW, dessa vez na abertura.

Créditos: Marcelo Pereira /Frame / Divulgação

Moda como plataforma para protestos: SPFW, Ronaldo Fraga e outros casinos

Na São Paulo Fashion Week, que rolou semana passada na capital paulista, Ronaldo Fraga apresentou um dos desfiles mais elaborados. Com o título de “Cidade Sonâmbula”, ele levou para a passarela o clima das grandes metrópoles, fazendo referência aos protestos que varreram o país.

Créditos: Marcelo Pereira / Frame / Divulgação

Créditos: Marcelo Pereira / Frame / Divulgação

Na trilha sonora, músicas como “Geni”, de Chico Buarque, ganharam vida pela voz da paulista Cida Moreira. As modelos desfilaram com a pele toda colorida de vermelho. Quase caras pintadas. Acima dos olhos de verdade, olhos de mentira, feitos com tinta. Habitantes de uma cidade sonâmbula.
Mais cedo esse ano, em Paris, o “kaiser” Karl Lagerfeld organizou uma espécie de “protesto feminista” pra fechar o desfile da Chanel do Paris Fashion Week. Munidas de megafones e cartazes com dizeres como “Make fashion, not war”, as modelos entraram na passarela fazendo barulho.
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Foi elogiado pela performance, mas óbvio que também sofreu muitas críticas. Além de transformar a luta feminista numa “passeata” segura pro Intagram, Karl também já cometeu umas gafes tipo dizer que “moda não é pra gordinhas”.
Isso não impediu, claro, que, na New York Fashion Week, alguns estilistas abrissem espaço pras modelos plus size brilharem.
Denise Bidot

Denise Bidot

Com todos os problemas desse tipo de abordagem, seria a moda uma boa plataforma para protestos?
Segundo Vivienne Westwood, um amante da arte é um guerreiro da liberdade, premissa bastante presente em seu trabalho.
Créditos: Suzanne Plunkett / Reuters

Créditos: Suzanne Plunkett / Reuters

Nessa temporada, por exemplo, ela usou a passarela da London Fashion Week pra endossar a luta pela Independência da Escócia. Ainda esse ano, em janeiro, criou uma petição sobre a destruição dos recursos naturais na Europa.
A mulher palestrou até numa TED Talk independente sobre mudanças climáticas.

Temos muitos outros exemplos.
Quer queira, quer não, as passarelas atraem enorme atenção da mídia. Ao longo da história, a moda chamou atenção para vários assuntos, tendo criticado mesmo a si própria.
De novo do desfile do Ronaldo Fraga na SPFW, dessa vez na abertura. Créditos: Marcelo Pereira /Frame / Divulgação

De novo do desfile do Ronaldo Fraga na SPFW, dessa vez na abertura.
Créditos: Marcelo Pereira /Frame / Divulgação

O mais importante aqui é refletir sobre tudo isso: quando uma marca levanta uma bandeira, preste atenção no que ela diz.O discurso é coerente?
Em tempos pós eleições, independente do resultado nas urnas, fazer referência aos protestos é no mínimo interessante. Lembra que somos cidadãos todos os dias do ano, não só no domingo de votação. Precisamos ser críticos até com o governo que julgamos a melhor opção. Nossa cegueira engessa o nível do debate.
Acreditamos numa moda que seja o termômetro de seu tempo.
STEVE

O que Steve Jobs, Barack Obama e Homer Simpson têm em comum?

Provavelmente nenhum seria trendsetter no Dujour.

 

Eles usam praticamente a mesma roupa todos os dias.

 

A gente viu esse artigo massa no Linkedin que explicava o porquê da escolha inusitada.

 

A justificativa de Obama é que, com tantas decisões a serem tomadas, ele quer reduzir o número delas. Isso quer dizer que ele não escolhe o que comer nem o que vestir. Ele sempre está de terno azul ou cinza. Quando apareceu usando um diferente, foi uma comoção.

 

Já Steve Jobs queria, além de tudo, se estabelecer como uma marca. Daí as calças jeans, blusa preta e tênis brancos. Apesar de parecer estranho, isso supostamente lhe faz parecer memorável e distinto.

 

Para essas pessoas, as roupas fazem parte de sua própria mística pessoal.

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Enquanto isso, no Salão +B…

Com menos cobertura que a São Paulo Fashion Week, que rola até sexta-feira, está acontecendo, também na capital paulista, o Salão +B, com a proposta de ampliar o alcance das marcas brasileiras no exterior. Pra isso, trouxeram blogueiros e representantes de e-commerce estrangeiros. A americana Juliana Sarinana, do Sincerely Jules, e o chinês Peter Xu foram os convidados dessa edição. E também representantes da Asos e da Anthropologie, que vieram especialmente pra garimpar novas peças. <3

 

Sem falar no editor de moda e stylist das celebs gringas, Jason Campbell, que também tá lançando seu e-commerce!

 

Como se isso não bastasse, o evento tem showroom com 34 marcas e várias palestras sobre tendências e negócios – a Conferência Abest de Conteúdo Criativo.

 

Hoje teve, por exemplo, Carolina Piccin, sócia-diretora da Matéria Brasil, falando sobre tecidos e materiais mais sustentáveis, o que a gente acha um assunto importantíssimo.

 

No fim, tem a funil do concurso Cria Moda Brasil, com estudantes da Faculdade Santa Marcelina, e o lançamento do selo de exportação da Abest (Associação Brasileira de Estilistas, organizadora do evento).

 

Créditos: Torin Zanette

Créditos: Torin Zanette

 

É maravilhoso ver a produção nacional se projetando por aí. E mesmo menos badalado, mesmo com a correria da SPFW, é bom ficar de olho no que sair de lá. (:

 

E bem… Eu disse que o evento vai ser encerrado por ninguém menos que Luigi Torre, editor de moda da Harper’s Bazaar, falando sobre “roupa sem gênero”?

 

A programação de amanhã:

06/11 (quinta-feira)

09:00 – 09:20 Desfile dos 10 finalistas do Concurso Cria Moda Brasil
09:20 – 10:50 Premiação do Concurso Cria Moda Brasil
11:00 – 11:30 Fast Fashion – Camila Garcia (Diretora de Redação da Harper’s Bazaar)
11:30 – 12:00 Roupa sem gênero – Luigi Torre (Editor de Moda da Harper’s Bazaar)

 

Funcionamento do Showroom: das 09h às 20h

 

Onde: MuBE, Avenida Europa, 218 – São Paulo/SP

 

****** Créditos das fotos: Torin Zanette

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SPFW, Bauhaus, normcore e o cultivo de tecidos orgânicos

SPFW rolando e, nesse começo de comemoração aos 20 anos do maior evento de moda do hemisfério sul, a ideia é olhar pros próximos 20.

 

“Extensão e conexão, mudança e movimento, linhas essenciais de vida e criatividade, são elementos presentes na 38ª edição do SPFW, que acontece de 03 a 07 de novembro no Parque Cândido Portinari, em São Paulo. A cenografia, do arquiteto Marko Brajovic, tem como inspiração o emblemático movimento Bauhaus, que revolucionou várias esferas da criação e marcou um momento importante de transição no início do século XX. “Vivemos igualmente um tempo de questionamentos, revisões e grandes transformações”, afirma Paulo Borges, CEO da Luminosidade, diretor criativo e idealizador do SPFW”. (Extraído do release)

 

É tentador falar da estética Bauhaus, que trouxe para a moda um visual mais “clean”, com seus cortes geométricos e blocos de cores. Servindo como termômetro de seu tempo, a moda acompanhava as mudanças sociais depois da Primeira Guerra Mundial. Quase não havia espetáculos a comparecer. Moças de classe alta foram chamadas para ajudar em enfermarias e orfanatos. As mais pobres ocuparam as fábricas.

Coco Chanel, que antes da guerra fabricava chapéus exóticos, nos apresentou ao jérsei, que não amassava. E depois aos tailleurs. Novos materiais foram incorporados, e a borracha proporcionou o primeiro par de tênis. Popularizou-se o gosto por tecidos sintéticos, mais baratos, e que, no fim, diminuíam as diferenças de classe.

 

Talvez isso nos remeta ao normcore, a tal “estética de ser normal”: de se mostrar bonito sem muita montação, com peças básicas e clássicas.

 

Se voltarmos à fala de Paulo Borges, no entanto, lembramos que, sim, vivemos num tempo de grandes questionamentos e transformações.

 

Os avanços que presenciamos na ciência e na tecnologia permitiram uma gama ainda maior de materiais a serem explorados. O século XX foi interessantíssimo nesse sentido, porque nasceu e morreu em meio a transformações profundas. Se na primeira década a sombra da Guerra ainda assombrava a Europa, a última – os anos 90 – trouxe discussões sobre o animado x inanimado, a estética dos ciborgues e as reflexões sobre o futuro da Humanidade frente aos avanços da tecnologia. Foi um ponto alto para pesquisa em materiais inteligentes ou soluções práticas e confortáveis (como os jeans da Santista Têxtil, com cápsulas hidratantes, conforme Silvana Holzmeister explica em “O estranho na moda”).

 

Mas o que são materiais?

 

A borracha sintética, muito mais barata que a natural, é um derivado do petróleo, obtida a partir de processo industrial.

 

O couro é pele animal, normalmente de vacas.

 

Para cada um, é possível citar algum aspecto questionável de sua produção.
A designer Suzanne Lee, por sua vez, descobriu que é possível pensar em materiais de outra forma.

A equação envolve chá verde, açúcar, micróbios e tempo.

O mundo está mudando.

O que vamos cultivar no futuro?

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