4 tendências do NYFW para começar a usar agora

As semanas de moda costumam ser um exercício de paciência para os fashionistas que assistem. Adoramos acompanhar os desfiles e aspirar pelas novidades apresentadas nas passarelas mas, geralmente, temos que esperar a próxima estação para poder começar a adaptar as tendências ao nosso guarda-roupas por causa do clima. Porém, entre os looks outonais desfilados na New York Fashion Week, muitas das apostas dos designers foram baseadas em truques de styling. E o mais legal disso é que, além de poder reinventar o seu guarda-roupas sem muitos gastos você não precisa esperar a próxima temporada para começar a usar.

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No jogo que esconde e mostra da moda agora a proposta é manter a fechada e os ombros de fora. Uma ótima opção para os dias de inverno no Brasil que não são tão frios e podem ser comparados com o outono do hemisfério norte. Para uma versão mais esportiva, vale a inspiração de Nicholar K no shape aviador e para quem curte uma pegada mais romantica e delicada a gola de renda é uma ótima opção até para um look de verão. Já pensou que interessante uma gola de renda separada que você possa adaptar como acessório em suas roupas? 

 

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O decote V extremamente profundo continua com tudo nas próximas temporadas.  Para quem nao se sente a vontade em sair sem sutiã, além das versões de Un Bra, você também pode investir nos Strappy Bra que ficam super charmosos aparecendo. A maioria das coleções trouxeram o detalhe em peças únicas como vestidos e macacões mas a Rodarte apostou em uma blusa cropped com acabamento de renda. E se você fizer isso com o seu casaco prendendo ele com um cinto na altura da cintura? 

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O lenço é sempre um ótimo aliado dos truques de styling. Já apareceu na cintura, nas botas, nos pulsos e agora voltou ao pescoço da maneira mais democrática possível. Tiveram sugestões do modelo bandana com inspiração western, o Pan Am inspirado nas aeromoças da companhia aérea mais famosa do mundo da moda (Tory Burch),  Wrap and Tie do Marc Jacobs sendo usado Undercoat (ou underdress) e até a versão com faixa de pele na Zac Posen.

 

 

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Bem no estilo do inverno dos anos 90, o vestido sobreposto a uma blusa de manga comprida parece garantir o conforto no outono. A dica é: se você curte um visual mais clean invista em tons semelhantes para as sobreposições como no caso da Mara Hoffman. E para os dias mais quentes você pode garantir um charme a mais sobrepondo o vestido com uma blusa sem manga ou então uma renda vazada como da Nennete Lepore.

Pretendem usar algumas dessas dicas? Compartilhem com a gente do Dujour!

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O que você mudaria no seu corpo?

 

Fizeram a mesma pergunta para adultos e crianças. Uma pergunta bem simples que certamente saberíamos a resposta sem pensar duas vezes: Se você pudesse mudar uma coisa no seu corpo o que você mudaria?

Todos os entrevistados responderam coisas diferentes. Mas, entre os dois grupo, os adultos sempre estavam insatisfeitos com a sua aparência e dispostos a mudar algum detalhe. Alguns não saberiam nem citar apenas um. E o curioso é que eles justificavam essa resposta falando sobre o motivo de não gostarem da suas características. Não era porque preferiam outro, ou porque se identificavam mais com outro aspecto, mas só mencionaram que não gostavam daquilo que têm.

Entre as crianças, a resposta foi completamente diferente. Eles não viam nada de errado em suas características e nem queriam se parecer com outra pessoa, ou se incomodavam com algo em seu corpo. Eles queriam super poderes, uma cauda de sereia, uma orelha de fada, uma par de asas também… Os que souberam responder a pergunta só queriam complementar o que eram com algo que achavam ainda mais legal do que o que tinham. Nada de autodepreciação entre os depoimentos dos pequenos.

E isso deixa bem claro sobre o que falamos quando falamos de moda: referências. Nossas opções sobre o que vestir e o que consumir (não apenas consumo monetário) são baseadas nas referências que temos atreladas ao nosso estilo de vida. Crianças comumente querem se vestir como seus pais ou como seus super heróis favoritos porque é aquilo que eles almejam ser. E aqui geralmente não estamos falando apenas de aparências mas também de ideologias.

Acontece que, conforme vamos crescendo, somos bombardeados por outros tipos de mídias, ouvimos e vemos coisas que nos levam a mudar nossas referências e, de repente, não temos mais nada de sereias ou tubarões e muito de celebridades, modelos e it-girls ou it boys. Nada de errado nisso, não esperamos que as pessoas passem a vida inteira sonhando com seres místicos e super poderes. Mas é legal pensar que a moda também pode te oferecer outras referências. A sua moda pode ser uma mistura das suas it-girls com seu personagem favorito e aquele rock star que você acha incrível. Pode ser aquela frase da sua música preferida estampada na sua camisa ou a paleta de cores do último filme do Woody Allen que você amou!

Mas lembre-se sempre de ter referências que vão compor aquilo que você é e não te fazer sentir inferior ou menos especial por causa disso. As vezes precisamos ver os nossos parâmetros um pouco mais com olhos de criança ao invés dessa bolha que ocasionalmente nos aprisiona. A gente tem um milhão de possibilidades para construir nosso estilo e fazer dele um aliado da nossa autoestima e não ao contrário. 

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Os looks do Grammy 2015 e como adaptar as tendências para o seu dia a dia

 Taylor Swift e a textura hologáfica

Junto com a onda de normcore, veio junto uma tendência de texturas holograficas cheias de brilho e cor para quebrar um pouco a monotinia. Essa é aquela tendência que apelidamos de sereísmo. E a Taylor Swift parecia estar inspirada por ela quando escolheu o seu vestido para o Grammy 2015. No dia a dia vale investir em casacos com a textura baseada em paetês, como o casaco da Soraya Marx. Eles têm o brilho do holográfico sem influenciar tanto em um caimento mais estruturado como o vestido da Taylor e, consequentemente mais díficil de usar. Para quem quer apenas um ponto de cor, vale investir em carteiras, clutchs e até um esmalte com a textura.

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Gwen Stefani de macacão preto.

O macacão preto é um coringa que vai desde os looks mais básicos para o dia a dia como os mais produzidos para festas. Para estas ocasiões invista em um modelo com tecido mais nobre como a seda e um salto e bico fino vão ser suficientes para um look bem elegante, como o da Gwen Stefani e o da blogueira Carmem Manzano. Para o dia vale apostar em modelos de malha, inclusive com as laterais abertas mostrando um top para uma produção mais casual. Kendal Jenner já usou inclusive com sneaker de modelo iate.

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Lady Gaga e o bordado de conchas

Os bordados de concha ou scalloped sequins estão em alta desde a temporada de primavera de 2012 da Chanel. Desde então eles são uma ótima opção para quem quer um bordado que dê bastante movimento ao look. Eles podem vir em uma peça inteira como o vestido prateado da Lady Gaga ou então em um acessório que pode ser usado facilmente no dia a dia como a bolsa da Joicy Muniz.

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 Miley Cirus e os Straps Tops e Vestidos

Como uma maneira de criar sobreposições mais interessantes, os straps tops ou vestidos estão fazendo bastante sucesso. Os tops são ótimos para usar com peças básicas e servem de opção para aquela sua blusa que deixa o sutiã a mostra porque eles foram feitos para serem mostrados. Nos vestidos as opções com as costas abertas são legais para usar sem sutiã ou então você ainda pode investir em um Strap Top e brincar com a mistura de tiras. Na frente, como o top da fashionista Angelica Valsani, ou nas costas como o vestido da Miley Cirus, ambos são uma ótima opção para os dias mais quentes.

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Quais desses tendências vocês mais gostam? Conta pra gente e posta no Dujour! Queremos ver seus looks!

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Por que os tênis esportivos estão em alta e como usa-los em qualquer ocasião

Na história da moda dividimos os períodos por décadas e identificamos em cada um delas uma característica em comum. Distante das décadas passadas onde encontrávamos o diferencial nas silhuetas e modelagens, hoje em dia encontramos muito mais novidades nos tecidos cada vez mais tecnológicos e a moda cada vez mais confortável. Seguindo esse pensamento já era previsível que mais cedo ou mais tarde surgiriam manifestos como o Normcore disfarçados de tendência a fim de suprir essa necessidade cada vez maior que temos de bem-estar.

 

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Imagens: Desfile Chanel – Spring 2014 Style.com

 

E assim o tênis foi roubando as poucos o cenário. Tivemos a onda do modelo All Star, Iate, até que o tênis esportivo se fez notar do street style ao haute-couture. Agora, cada vez que vemos um look com ele, descobrimos maneiras novas e interessantes de adaptar esse calçado tão usual para ser seu aliado em qualquer ocasião. A Vitoria D’ugo, do blog Closet in A Mess, é super estilosa e não perde a oportunidade de aliar o seu estilo ao conforto. Ela opta por tecidos leves e modelagens básicas e usa o tênis pra criar looks mais casuais e descontraídos. “Que os tênis são confortáveis todo mundo já sabe mas usá-lo e estar na moda nunca foi tão convincente, até os dias de hoje. Os tênis esportivos andam roubando espaço não só nas academias mas também nas ruas, trazendo uma pegada mais casual e descontraída aos looks.” declarou.

 

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A maior vantagem de trazer um tênis ao look é que os tênis combinam com tudo, não tem como errar. Para usar de dia, abuse das variações. Já no trabalho, temos que ter o cuidado para não parecer tão casual, então invista nos modelos discretos. Tudo só depende do seu estilo!“. E, para o tênis não parecer tão básico, vale a pena investir em um modelo estampado que pode ser o diferencial do seu look. Tanto misturando estampas, como no primeiro look de Vitória, que a saia camuflada foi usada junto do tênis estampado de animal print, ou então dobrar a barra da calça pode dar mais destaque para a peça.

 

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E nem para os looks da noite você precisa deixar o conforto de fora. Se quiser, pode apostar em um look todo preto, inclusive no tênis, e apostar em um maxi acessório, batom vinho e um penteado legal. “Se seu estilo é mais girly, combine com uma saia curta, vestido ou shorts! Caso seu estilo seja mais urbano chique, misture seu tênis com peças mais sofisticadas do armário. Para complementar um look básico, invista em modelos com spikes e cores diferentes!

Para se inspirar nesses e em outros looks da Vitória, você pode acessar ao Closet in A Mess e seguir seu perfil no Dujour! ♥

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O feminismo e o que podemos aprender com a semana de moda masculina

Como sabemos os manifestos feministas não reivindicam apenas direitos para as mulheres mas sim, direitos iguais independente do sexo. E com o assunto tem sendo cada vez mais discutido não demora muito para que vermos seus reflexos na moda. A semana de moda masculina, por exemplo, tem se apresentado cada vez mais andrógena. Já faz tempo que a androgenia conquistou o mundo da moda. Mas agora não estamos falando sobre modelos que parecem não ter sexo ou sobre alguma outra possibilidade feminina de criar looks assaltando o armário do seu namorado. As mulheres já conquistaram uma maior liberdade no seu vestuário há décadas. Desde a conquista da calça feminina na cultura ocidental, com ajuda do designer Paul Poiret, as mulheres se apropriaram de diversas peças do guarda-roupas masculino. Já os homens, não experimentam nenhuma grande novidade nos padrões de seu vestuário há séculos.

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Nas semanas de moda masculina cada vez mais notamos uma maior neutralidade na abordagem dos gêneros e, muito provavelmente, em breve essa segmentação tende a acabar. A loja de departamentos Selfridges já decidiu substituir as sessões de homem e mulher por apenas uma com gênero neutro. Na Prada vimos as coleções de Inverno 2015 femininas e masculinas desfilarem juntas embasadas pelo descurso de Miuschia “Gender is a context and context is often gendered“. Afinal, por que as tendências apontadas para as mulheres não poderiam ser usada por homens e vice versa? Se não cabe dizer que rosa é de menina e azul é de menino porque temos sessões masculinas e femininas?

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Sweatshop e 4 coisas que podemos fazer para continuar amando a moda sem colaborar com trabalho escravo

Não é de hoje que ouvimos falar sobre as condições de trabalho sub-humanas dos operários de fábricas têxteis. Nesta semana a série SweatShop (você pode assisti-la completa neste link) ganhou grande repercussão na mídia brasileira e o assunto voltou à tona. A série mostra, em cinco episódios,  a reação de três blogueiros noruegueses que foram convidados a viver  a rotina dos trabalhadores de uma facção na Camboja. Não demora muito para percebermos que, o que parece um trabalho comum, na verdade esconde salários ínfimos e péssima infraestrutura. Apesar de existirem muitos problemas políticos embasando essa situação, também é possível pensar em maneiras de não colaborar com ela através do consumo.

Dhyogo Oliveira tem uma série em seu blog, Sem Geração, direcionada a debater sobre o lado obscuro da moda. Os posts da categoria intitulada #OLadoPodreDaModa, tendem a falar sobre situações de trabalho escravo, danos ao meio ambiente e todos os malefícios que advém da industria fashion. E, nós do Dujour, batemos um papo com ele a fim de pensar em algumas coisas que podemos fazer para não colaborar com o trabalho escravo.

01. Pesquisar o processo de confecção das marcas que você consome

Com acesso a tanta informação não é dificil procurar saber sobre o processo de confecção das marcas que você consome. Vale a pena olhar na etiqueta aonde aquela peça está sendo produzida e pesquisar no Google sobre as condições de trabalho do local em questão. Alguma roupa que seja confeccionada em Bangladesh, por exemplo, podia estar vindo de uma fábrica com condições semelhantes a essa que, só depois da tragédia, levou as marcas a assinarem um novo acordo de segurança.

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“É complicado deixar de comprar em fast fashion, por exemplo (que é onde também rola trabalho escravo), mas consumir consciente já é primeiro passo.” declarou Dhyogo.

Uma maneira ainda mais fácil de se manter atualizado sobre o assunto é através do aplicativo Moda Livre. Lá você encontra a avaliação de algumas grandes marcas com relação a transparência da procedência de seus produtos. Vale a pena manter em seu celular para uma consulta rápida no shopping

02. Avaliar se a peça vale o que está sendo cobrada

O meu critério principal na hora de comprar é não pagar caro para o que não vale (marca, material, processo produtivo)…”

Depois de pesquisar sobre os métodos de confecção é a hora de pensar se vale a pena pagar o preço que está sendo cobrado naquela peça. A peça que você está prestes a comprar é fruto de um bom processo de criação ou é apenas mais uma cópia com a etiqueta alterada? Pense bem como foi o processo para nascer aquele modelo, se tem muitos recortes e detalhes deve ter precisado de bastante testes e provavelmente foi um processo de criação mais trabalhoso.

Outra maneira de analisar o preço é pelo material usado na peça. Sendo um modelo básico é comum estipular o seu valor como sendo 3 a 4 vezes o custo do material. Pesquise o preço do metro do tecido do qual ele é feito e analise se a compra vale a pena.

03. Evitar ao máximo fazer compras excessivas por impulso.

Outro grande fator que estimula as marcas a buscarem por fábricas com mão de obra escrava é que a moda está se tornando cada vez mais rápida e descartável. Com isso os consumidores estão ansiando por um mercado mais barato e as marcas precisando acompanhar esse fluxo.

É um processo cíclico: as pessoas só tem a necessidade de consumo excessivo porque o mercado diz isso pra gente e lança desenfreadamente. E o mercado só lança desenfreadamente porque a gente compra.

Analisar o motivo da compra é bem importante. Você está comprando porque realmente se identificou e quer ter aquela roupa ou por algum outro motivo banal? Quantas vezes você pretende usa-la? Ela tem a ver com o seu estilo? Quantidade não quer dizer qualidade.

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04. Espalhar a ideia

Dhyogo ressaltou que o grande segredo é espalhar a ideia. “Eu também tento conscientizar as pessoas. Acho que é aí o grande mistério porque muita gente sabe, é consciente, mas don’t care.”

Não adianta saber, se informar e não se importar. Quanto mais você conseguir ter esse tipo de conversa com os seus amigos mais as pessoas tendem a lembrar disso na hora da compra. E é de pouquinho em pouquinho que é possível fazer a diferença. Então não deixe de espalhar a ideia!

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